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Andar em Amor: O Chamado de Efésios 5 para Sermos Imitadores de Deus

Descubra como o amor sacrificial de Cristo redefine a santidade cristã e nos afasta da impureza e da cobiça em uma sociedade de aparências

Descubra o que significa andar em amor e ser um imitador de Deus. Um estudo profundo de Efésios 5.1-6 sobre santidade, pureza e o amor sacrificial de Cristo.

Viver em uma sociedade obcecada por “autenticidade” e pela busca desenfreada por influência digital pode tornar o chamado bíblico um tanto quanto contraintuitivo. No entanto, o apóstolo Paulo apresenta um padrão que ignora as métricas de popularidade deste mundo: o chamado para sermos imitadores de Deus.

Quem você está tentando imitar? Neste artigo, exploraremos o texto de Efésios 5.1-6, compreendendo o padrão esquecido do discipulado e como o amor sacrificial de Cristo redefine nossa ética, nossa fala e nossos relacionamentos.

O Chamado à Imitação: Menos “Autenticidade”, Mais Cristo

Muitos buscam ser referências nas redes sociais por suas próprias habilidades, mas a igreja tem um chamado diferente: proclamar que não buscamos a nossa própria glória, mas a imitação de Jesus. Paulo é enfático ao dizer que devemos ser imitadores de Deus como filhos amados.

  • O Padrão é Cristo: Não seguimos a Jesus “do nosso jeito”, mas nos termos que Ele mesmo estabeleceu.
  • Conhecimento e Oração: Só podemos imitar a quem conhecemos; por isso, o estudo das Escrituras e a vida de oração são fundamentais para nos relacionarmos com o Deus que nos amou primeiro.
  • A Prática do Amor: Embora não possamos imitar os atributos incomunicáveis de Deus (como Seu poder criador), podemos e devemos copiar o Seu amor em nossa finitude humana.

O Amor que Reflete o Caráter de Deus

O amor cristão não é um sentimento vago, mas uma entrega voluntária que reflete o caráter do Criador. João reforça essa ideia ao dizer que o amor consiste no fato de Deus ter enviado Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.

A verdadeira igreja não é uma multidão que simplesmente segue Jesus, mas a reunião de todos aqueles que seguem Jesus nos termos de Jesus…

(Madureira, Jonas. O custo do discipulado: A doutrina da imitação de Cristo, p. 27).

É fundamental entender que todo pecado é cometido com base no amor, mas um amor distorcido. Adão e Eva amaram mais a si mesmos e à mentira da serpente do que a Deus. Na igreja local, o amor deve transbordar em acolhimento e, quando necessário, em disciplina, sempre visando a santidade.

O que Não Deve Nem Sequer ser Nomeado

Paulo contrasta o amor sacrificial com práticas que desonram a Deus. Ele lista três áreas onde a vigilância deve ser constante:

Sexo, Religião e Economia

No contexto de Éfeso, havia uma forte ligação entre cultos de fertilidade (prostituição sagrada) e o lucro econômico dos artesãos de ídolos.

  • Impudicícia (Porneia): Refere-se a qualquer imoralidade sexual fora dos padrões divinos.
  • Cobiça e Avareza: Paulo define o avarento como um idólatra, pois ele coloca o dinheiro, o poder ou o prazer acima do Senhor.
  • Pureza: O padrão que Deus estabelece é a santidade; por isso, tais pecados não devem ter espaço ou sequer suspeita entre os santos.

O Cuidado com a Língua

A santidade também alcança a nossa comunicação. Paulo proíbe:

  1. Conversação Torpe: Linguagem obscena ou moralmente repugnante.
  2. Palavras Vãs: Discursos persuasivos que tentam relativizar o pecado ou distorcer o evangelho.
  3. Chocarrices (Eutrapelía): No contexto paulino, refere-se ao uso de piadas imorais com conotações sexuais.

O Alerta Escatológico: Herança e Juízo

Não se engane: o pecado tem consequências eternas. Paulo adverte que nenhum impuro, incontinente ou avarento tem herança no Reino de Cristo e de Deus.

A ira de Deus sobre os “filhos da desobediência” é uma realidade bíblica. No entanto, para os filhos de Deus, a esperança é outra: não seremos punidos porque Cristo se ofereceu em nosso lugar. Nossa vida de santidade não é para sermos aceitos, mas porque já fomos amados desde a fundação do mundo.

Conclusão: Um Chamado ao Arrependimento

Deus chama a todos ao arrependimento e à aplicação prática do Evangelho. Você não precisa de linguajar profano ou comportamentos mundanos para ser incluído em um grupo; Deus já te acolheu na família d’Ele por meio de Jesus.

Como você tem aplicado essas verdades no seu dia a dia? Quem você está tentando imitar? Lembre-se: o amor de Deus transforma não apenas o seu coração, mas toda a sua comunidade.

Hudson Carvalho é Mestre em Divindade (M.Div.) pelo Seminário Martin Bucer (São José dos Campos, SP), com ênfase em Teologia Histórica e Sistemática. Atua como pastor na Igreja Reformada em Vila Velha, especialmente na parte de ensino. É editor do EvangelhoEterno.Org, que visa propagar o evangelho de Jesus Cristo por meio de uma abordagem bíblica e confessional (teologia reformada). É casado com Luane Magnago e tem uma filha, Alice.

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