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Pregação mensagem Efésios Gentios e Judeus Unidos pela Cruz de Jesus Cristo

Gentios e Judeus Unidos Pela Cruz de Cristo

Nesta pregação, “Gentios e Judeus Unidos pela Cruz de Cristo”, o pastor Hudson Carvalho nos ensina que, em Cristo, a barreira entre judeus e gentios foi derrubada. Pelo sangue de Jesus, todos temos paz com Deus e somos uma só família, edificada sobre Ele (Cristo), a pedra angular. Não somos mais estrangeiros, mas concidadãos e herdeiros das promessas divinas.

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texto do sermão

Perícope

11 Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, 12 naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. 13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. 14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, 15 aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, 16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. 17 E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; 18 porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. 19 Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, 20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; 21 no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, 22 no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.

Efésios 2.11–22 (ARA)

Introdução

Hoje em dia há muita confusão no meio evangélico sobre a aplicação da teologia bíblica. Teologia bíblica é o ramo da teologia que estuda o desenrolar do Plano de Redenção ao longo de toda a Escritura, analisando as alianças que Deus fez ao longo da história e como todas estas coisas se conectam com Cristo, o nosso Redentor.

Alguns podem pensar que o Deus do Antigo Testamento é diferente do Novo Testamento. Ou que a salvação no Antigo Testamento era com base nas obras e não na graça de Deus, o que é enorme engano. A salvação sempre foi pela graça, porque ninguém pode ser considerado justificado perante Deus com base nas obras.

Paulo nos alerta para esta verdade em Romanos:

visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.

Romanos 3.20 (ARA)

Então, pela lei ninguém pode ser justificado. Pela lei vem o conhecimento do pecado, a fim de que o povo de Israel pudesse servir ao Senhor e obedecer seus mandamentos.

Tiago nos explica:

Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.

Tiago 2.10 (ARA)

Exato! Se tropeçar num único detalhe, você se torna culpado pelo todo. A pergunta que precisamos fazer é:

“Se a salvação na Antiga Aliança se dava pelas obras da lei, e se alguém errar uma única vez na vida e tropeça num único mandamento se torna culpado e precisa ser condenado, então, quem foi salvo? Ninguém?”

É óbvio que não é assim! O Novo Testamento explica claramente isto. Ninguém na história foi salvo pelas obras, ninguém! Todos foram salvos unicamente pela graça de Deus.

Se lermos um pouco Hebreus 11 vamos compreender que a salvação no Antigo Testamento foi pela graça de Deus, por meio da fé.

Abel, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó.… todos estes morreram na fé.

Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.

Hebreus 11.13 (ARA)

Todos os crentes do Antigo Testamento morreram na fé, fé nas promessas de Deus, a fé no Cristo que viria no curso da história (ainda que esta revelação não estivesse muito clara para eles).

A revelação de Deus foi dada de modo progressivo, ao longo de séculos e séculos de história. Os crentes submetidos à Antiga Aliança morreram confiando nas promessas da vinda do Messias, um homem perfeito, que viria para resolver o problema do pecado. Estes, morreram nas promessas de Deus; morreram na fé.

Só há um que nunca tropeçou numa só vírgula da Lei, Jesus Cristo, o nosso Salvador. Jesus, o homem perfeito; o Deus encarnado. Jesus não veio para abolir a Lei de Deus, mas para cumpri-la (Mateus 5.17-18).

Jesus Cristo é o salvador dos judeus e dos gentios. Os santos do Antigo Testamento morreram na fé, confiando na promessa do Cristo que viria no curso da história. Esta fé se reporta prospectivamente, isto é, para frente; crendo na promessa futura. Os santos do Novo Testamento morrem na fé, confiando no Cristo (no Messias) que já veio e se revelou no curso da história.

Assim, Jesus Cristo é salvador dos judeus e dos gentios. Há um único fundamento, uma única pedra angular na qual o povo de Deus foi constituído: Cristo Jesus. Há um único povo de Deus: judeus e gentios foram unidos na Cruz de Cristo.

É sobre isto que o apóstolo Paulo está nos informando na perícope que lemos.

Os gentios foram enxertados

WILLIAM HENDRIKSEN, ao comentar essa passagem, deixa claro que:

o apóstolo conhecia por experiência pessoal quão difícil era unir judeus e gentios numa unidade orgânica, numa unidade de perfeita igualdade. Os cristãos judeus amiúde se mostravam relutantes em admitir gentios na igreja, exceto via judaísmo.

William Hendriksen, Efésios e Filipenses, org. Cláudio Antônio Batista Marra, trad. Valter Graciano Martins, 3a edição, Comentário do Novo Testamento (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 1992), 152.

Não é novidade para ninguém que isso foi motivo de grandiosa discórdia na Igreja. Ao lermos o capítulo 15 de Atos dos Apóstolos, vemos que a situação ficou muito complicada: os judeus estavam exigindo que os gentios convertidos se circuncidassem; para eles este era um requisito para ser salvo, caso contrário os gentios não poderiam fazer parte do povo de Deus.

Os judeus, então, estavam propondo uma espécie de sincretismo: a mistura do judaísmo com a doutrina cristã.

Paulo e Barnabé tiveram calorosa discussão a respeito disso. O presbitério da igreja estava em crise, havia discordância sobre a doutrina.

Este é o primeiro concílio da Igreja.

Você deve saber que a Igreja, ao longo de sua história, realizou diversos concílios a fim de uniformizar o entendimento da doutrina da Palavra de Deus. Em Atos 15 vemos o primeiro concílio, o Concílio de Jerusalém.

Então, foram reunidos em Jerusalém os apóstolos e os presbíteros para resolver a questão. Afinal, os gentios, ao se converterem, precisam observar a circuncisão? É requisito, para ser parte do povo de Deus, a obediência a este sinal visível da aliança?

Bendito seja Deus que os apóstolos e os presbíteros não estavam sozinhos nesta reunião (neste concílio), pois o próprio Cristo, por meio do Espírito Santo, também estava presente.

Então, emitiram uma decisão sobre a igreja:

28 Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: 29 que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde.

Atos dos Apóstolos 15.28–29 (ARA)

Mas, apesar da fixação da doutrina, os problemas não pararam. O concílio de Jerusalém aconteceu por volta do ano 49 d.C. A epístola aos Efésios foi escrita por Paulo aproximadamente por volta do ano 62 d.C.

Assim, vemos que os judeus manifestavam muita dificuldade em receber os gentios na comunidade da fé. Mas Paulo está ensinando a igreja algo muito precioso.(v. 11-12)

(v. 11-12) Antes rejeitados, agora unidos

11 Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, 12 naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.

Efésios 2.11–12 (ARA)

Veja que o verso 11 inicia com “portanto”. Assim, o apóstolo está unindo o ensino dos versos anteriores, apresentando uma conclusão.

Em outras palavras, o apóstolo estava dizendo:

“Porque vocês, efésios, estavam mortos, mas agora foram vivificados pela graça de Jesus, mediante a fé, para vocês praticarem as boas obras. Não pensem que vocês são salvos pelas boas obras, mas somente pela fé em Cristo. Agora, uma vez salvos, Deus ordenou que vocês pratiquem as boas obras, porque vocês foram capacitados pela graça divina. Considerem o estado anterior de vocês: estavam mortos, excluídos da aliança de Deus, vocês eram miseráveis sem qualquer esperança, mas agora vocês são filhos de Deus!”

Os gentios não tinham esperança alguma; viviam suas vidas no mundo sem Deus. Antes, o povo judeu poderia desdenhar dos gentios pelo fato de não terem em sua carne a marca visível da aliança de Deus, a circuncisão.

Sei que para nós chamar o outro de “incircunciso” não nos soa muito ofensivo. Parece não significar muita coisa para nós hoje em dia. No entanto, precisamos mergulhar o real sentido, dentro do contexto bíblico. Chamar outras pessoas de incircunciso seria mais ou menos chamar os gentios de “malditos”, “ímpios”, “filhos das trevas”. Ou seja, designar pejorativamente pessoas que não faziam parte da família da aliança.

E, de fato, esta era a real condição dos gentios. Mas Paulo afirma que eles não precisam se envergonhar do passado, porque agora são filhos de Deus.

(v. 13) Esta preciosa união somente foi possível pelo sangue de Jesus

Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

Efésios 2.13 (ARA)

Esta união só foi possível porque Jesus derramou seu precioso sangue justificador: agora, tanto judeus como gentios estão justificados pela obra de Cristo na Cruz!

O apóstolo dá ênfase ao fato de que não foram os gentios que se aproximaram de Deus. Na verdade, foi Deus, por meio de Jesus Cristo, é quem os atraiu com laços de amor eterno.

O Senhor Jesus já havia falado que, após sua ressurreição, ele iria atrair a todos: isto é, não apenas os da casa de Israel, mas também os gentios que viviam sem esperança.

O que o apóstolo está dizendo é:

“vocês, que estavam longe de Deus por seus pecados, agora Deus se aproximou de vocês para fazer de vocês filhos; e a única maneira de Deus adotar vocês é dando a vocês justificação diante do seu santo e justo tribunal: o precioso sangue de Cristo foi derramado para justificar seus filhos de seus pecados”.(v. 14-16)

(v. 14-16) Deus tem apenas um povo, não dois!

14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, 15 aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, 16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.”

Efésios 2.14–16 (ARA)

Infelizmente, impera no Brasil o dispensacionalismo, que surgiu há pouco tempo, no século XIX. Resumidamente, o dispensacionalismo é uma nova forma de interpretação bíblica. Na verdade, há muita fragmentação do dispensacionalismo, muitas variações deste sistema de interpretação bíblica. Mas o que quero focar aqui, para o propósito deste sermão, é que o dispensacionalismo faz uma rigorosa distinção entre Israel e a Igreja.

Assim, Deus teria dois povos: Israel e a Igreja. A Igreja é vista como uma espécie de plano B de Deus, visto que os judeus rejeitaram o Messias.

No entanto, é necessário compreender que a Igreja começou majoritariamente com judeus convertidos a Cristo Jesus. Também, como vemos no verso 14, não há mais barreira de separação: Deus fez, de judeus e gentios, um único povo.

Nós é quem fomos enxertados na oliveira. Paulo esclarece isso também em Romanos 11.17.

Isto porque Cristo aboliu a separação, a inimizade. Como Cristo fez isso? O verso 15 responde a esta pergunta: em sua carne Deus aboliu a parede de separação que havia entre judeus e gentios.

O Corpo de Cristo é um só: composto por judeus e gentios, ambos salvos pela graça de Jesus Cristo, o Messias, o judeu prometido, o Deus encarnado.

Assim, não há mais barreiras. Deus não nunca teve um plano alternativo de salvação. Sempre foi um único plano, administrado de maneira diversa por meio das alianças que Deus estabeleceu no curso da história. A Nova Aliança é a definitiva realidade! O desejo de Deus nunca foi reestabelecer o antigo sacrifício do Antigo Testamento: isso é antibíblico. Os sacrifícios do Antigo Testamento apontavam tipologicamente para esta realidade: Jesus Cristo foi manifestado como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! E Ponto!

Os elementos do culto do Antigo Testamento eram sombras de uma revelação que viria no curso da história.

A Nova Aliança não é o plano B de Deus, mas é a manifestação definitiva e final da revelação divina. A Nova Aliança lança luz sobre as sombras do Antigo Testamento.

Você pode depois ler em sua casa o capítulo 10 de Hebreus, pois é extremamente claro ao explicar tudo isto que estou a dizer.

Também, em Colossenses 2.16-17, Paulo nos explica:

16 Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, 17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.”(v. 17-18) Paz não apenas para os gentios, mas também para os judeus

Colossenses 2.16–17 (ARA)

(v. 17-18) Paz não apenas para os gentios, mas também para os judeus

Às vezes você pode já ter pensado: Israel como povo de Deus já estava em paz, porque já eram povo de Deus. No entanto, isto não é uma verdade bíblica.

É completamente errado pensar que a vinda de Cristo trouxe paz apenas para os gentios que outrora estavam excluídos das bênçãos pactuais.

Paulo reforça que a manifestação do Filho em carne foi anunciado como boa nova tanto para os que estavam longe (os gentios), como para com os que estavam perto (os judeus, os quais pertencem os patriarcas e as alianças).

Isto tem uma razão muito clara nas Escrituras. Todo o ser humano nascido neste mundo está naturalmente em rebelião contra Deus, sejam gentios ou judeus; porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.

Paulo desenvolveu isto em Romanos 3:

9 Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; 10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer, 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; 12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

Romanos 3.9–12 (ARA)

Que paz o homem pode ter no coração, sendo que está debaixo de um justo juízo de Deus? E este juízo é eterno e vai acontecer.

A vinda de Cristo Jesus trouxe a verdadeira paz: a paz de estarmos juntos, judeus e gentios, todos crentes, debaixo de uma mesma justiça. Mas não se trata da justiça que procede das obras da carne, mas da justiça que procede da obra da cruz.

A justificação que temos diante do tribunal de Deus é a justiça que vem de Cristo Jesus. Esta é a certeza de que não seremos julgados pelos nossos pecados para a condenação eterna. Como afirmei mais no início do sermão, Jesus não aboliu a lei, mas a cumpriu integralmente.

A salvação, numa perspectiva, é por obras; mas não as nossas, é por meio da obra redentora de Cristo Jesus. Para nós, a salvação é pela graça, a fim de que nós não nos orgulhemos diante do Senhor. Aliás, se fosse por obras, ninguém se salvaria, porque todos pecaram e todos merecem a condenação.

E esta perfeita justiça se torna nossa realidade. Nos agarramos a ela por meio da fé em Cristo. Assim, é por meio da fé, que é dom da graça de Deus, não vem de nós, é que esta justiça é aplicada em nossas vidas. Quando cremos em Jesus como nosso suficiente Salvador, depositando Nele toda a nossa confiança, toda a nossa vida, temos plena paz com Deus.

Assim, Paulo está afirmando que tanto os gentios como os judeus precisavam da verdadeira paz.

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;

Romanos 5.1 (ARA)

(v. 17) Paulo usa aqui a expressão “evangelizou paz”. A palavra “evangelizou” significa literalmente “trazer boas novas”. Assim, o evangelho da paz foi anunciado tanto para os judeus quanto para os gentios.

Agora, ambos estão unidos num só Corpo, o Corpo de Cristo. Todos são crentes em Jesus Cristo e não há mais barreira de separação!

(v. 19-22) não somos mais estrangeiros, mas somos uma grande família – Cristo é a base na qual o povo de Deus está firmado (judeus e gentios)

Nos versos 19 a 22, o apóstolo Paulo nos ensina que os gentios não precisam ficar constrangidos por estarem chegando agora para a família de Deus. Na verdade, os gentios não são mais vistos como indignos de serem parte do povo de Deus, mas agora são concidadãos dos santos, fazem parte da família de Deus.

A dignidade do povo de Deus não está nele próprio, mas no Deus que chama eficazmente por sua gloriosa graça transformadora.

O povo de Deus está edificado sobre um único fundamento: o fundamento dos apóstolos e dos profetas.

Toda a Bíblia é a Palavra de Deus, de Gênesis e Apocalipse. Toda a Escritura é inspirada por Deus.

Hoje, como povo da Nova Aliança, compreendemos muito melhor o Antigo Testamento. A luz resplandeceu sobre as sombras, e, assim, iluminou o progresso da revelação.

Agora, nós amamos o Antigo Testamento e a história do povo de Israel, porque somos parte de uma única família, a família de Deus.

Assim, devemos olhar para os crentes do Antigo Testamento como nossos irmãos em Cristo.

Assim, agora enxertados como povo de Deus, nós, os gentios, temos parte na herança eterna. Somos povo do Senhor, raça eleita, sacerdócio real, nação santa para o Senhor. O apóstolo Pedro deixou isso muito bem registrado:

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;

1Pedro 2.9 (ARA)

Veja como o apóstolo Pedro aplica a preciosa verdade de que a igreja faz parte do grandioso plano redentor de Deus. Ele aplica as mesmas marcas do povo de Deus existentes no Antigo Testamento para todo o povo de Deus, judeus e gentios, que estamos agora na Nova Aliança, firmada no precioso sangue de Jesus.

A Igreja não se é um “plano B” de Deus, mas se trata da realidade do povo de Deus – pessoas de todas as raças, línguas, tribos e nações, unidas pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz. Agora, temos herança eterna, temos uma grandiosa família.

O fundamento da igreja, então, está nos apóstolos e profetas. Isto tem uma razão muito clara.

Os profetas anunciaram a manifestação de Cristo Jesus. Os apóstolos testemunharam com seus próprios olhos esta maravilhosa manifestação do Deus que se fez homem no curso da história, isto é, o cumprimento das profecias bíblicas.

Mas o fundamento da igreja não é isoladamente na figura dos apóstolos e dos profetas, porque, na verdade, os apóstolos e profetas tem um único assunto: Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Jesus é a pedra angular deste grandioso edifício: a Igreja.

Conclusão

Antes, os gentios estavam excluídos da promessa. No entanto, por meio da cruz de Cristo, Deus enxertou os gentios na grande família de Deus.

Agora, os patriarcas fazem parte da nossa história como povo de Deus;

Somos filhos de Abraão, segundo a fé, conforme a Palavra afirma em Gálatas 3.7;

O povo de Deus tem como fundamento os apóstolos e os profetas, tendo Jesus Cristo como a pedra angular deste grandioso edifício.

Para que esta união fosse possível, não bastou Deus desejar. Deus criou todas as coisas pelo poder da sua palavra. Disse Deus: haja luz e houve luz. Mas para redimir seu povo, Deus teve que pagar um alto preço: enviar seu Filho para assumir a forma humana (humilhação) e derramar seu precioso sangue.

A libertação dos Filhos de Deus custou muito caro e nenhuma gota do precioso sangue de Jesus foi desperdiçada. Todos os seus filhos serão salvos por sua graça.

Deus uniu em seu próprio corpo judeus e gentios, para juntos sejam uma grande família, a família de Deus.

A paz que excede todo o entendimento não fora anunciada somente para os gentios, mas os judeus também precisavam de paz com Deus. Todos pecaram, e todos precisam de salvação.

Esta paz não é um sentimento!

Esta paz é uma certeza inabalável de que somos filhos e estamos para todo o sempre justificados diante do tribunal de Deus.

Como você tem andado?

Está andando cabisbaixo? Se sente deprimido com as lutas que enfrenta? Sim, é verdade, a vida é muito cruel. Enquanto houver pecado, haverá crueldade, aflição e problemas dos mais variados possíveis.

Mas se você é filho de Deus, levante a cabeça! Olhe para o seu Redentor, porque Ele está vivo!

Há uma canção que gostamos muito de cantar aqui na igreja, que é: “Lutamos batalhas que Cristo venceu!”

Sabe o que isso significa? Significa a preciosa verdade bíblica de que não devemos temer o mundo ou os homens, mas somente a Deus. As dificuldades que enfrentamos, os pecados que lutamos todos os dias para vencer, Cristo já venceu tudo isso por nós. Por isso, devemos perseverar, não confiando em nós mesmos — porque, de fato, não somos dignos de confiança; mas devemos confiar na fidelidade de Deus!

Então, viva esta realidade:

– antes, você estava morto, mas agora vive uma vida ressurreta em Cristo Jesus;

– você nunca mereceu nada a não ser a condenação, mas Deus se aproximou de você e estendeu seu manto real de graça. Antes, éramos escravos, agora somos filhos.

– Deus reescreveu nossa história! Assim, não importa o que passou, mas o que nos importa é o que Cristo fez por nós.

A fé não é um sentimento, mas uma certeza inabalável! Somos filhos do Senhor, adotados em Cristo Jesus, o nosso Redentor!

Amém!

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