A Inspiração da Escritura – CPRC


Rev. Ronald Hanko

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1

De certa forma a doutrina da inspiração divina da Escritura é a mais importante de todas as doutrinas. Toda outra doutrina e toda instrução na santidade e piedade vem da Escritura. Sem a Escritura não podemos conhecer a Deus e a Jesus Cristo, a quem ele enviou, e a quem conhecer é ter a vida eterna. Tudo que Deus revelou de si mesmo em Cristo está ali. Sem a Escritura não podemos saber como agradar a Deus. A Escritura é o nosso único guia para a santidade. Se a Escritura não é a Palavra de Deus inspirada, perdemos tudo.

Essa doutrina da inspiração é ensinada em II Timóteo 3:15-17. Ali Deus diz de sua Palavra que ela é “soprada por Deus” (as palavras dada por inspiração de Deus são uma tradução de uma palavra grega que significa “soprada por Deus”). Essa é uma maneira muito impressionante de dizer que a Escritura é a palavra do Espírito de Deus (“sopro” e “Espírito” são a mesma palavra no grego), e que a Escritura é, portanto, o discurso da boca do próprio Deus.

Porque a Escritura é o sopro de Deus, ela deve ser perfeita e sem erro. Falar contra a Escritura é falar contra o próprio Deus. Quando lemos a Bíblia, ouvimos a doce voz e sentimos o agradável sopro daquele cujos lábios são como “lírios que gotejam mirra preciosa” (Cantares de Salomão 5:13). Quem, então, ousaria ser um crítico?

A Escritura, em II Timóteo 3, não somente ensina a inspiração, mas também ensina a inspiração plenária. A palavra plenária significa “plena” ou “completa” e refere-se ao fato que a Escritura é inspirada em todas as suas partes, em todos os diferentes tipos de literatura que ela contém e em todos os assuntos que aborda. Não somente em suas doutrinas, mas também em questões de geografia, história, ciência, cultura e vida, ela é soprada por Deus e, portanto, perfeita e infalível. Até mesmo sua gramática é soprada por Deus, uma razão pela qual devemos insistir numa tradução cuidadosa da Escritura e não devemos nos satisfazer com nada menos.

Porque a Escritura são completamente inspiradas, elas são proveitosas para quatro coisas: doutrina, repreensão, correção e instrução na justiça (vv. 15-17). Sem falar em detalhes de cada uma dessas, apenas observemos que existe uma bela completude aqui. As Escrituras são proveitosas para tudo que precisamos para a salvação. Elas nos mostram o caminho da salvação (o significado básico de doutrina). Elas nos trazem para o caminho nos convencendo do pecado (repreensão), sem o que nunca conheceríamos a nossa necessidade de Cristo e da sua cruz. Elas nos mantêm no caminho pela correção, restaurando-nos assim quando estamos fracos e desviados. Elas também nos disciplinam no caminho (a palavra instrução é a mesma palavra que a “disciplina” em Efésios 6:4). Elas nos levam à maturidade espiritual, perfeição e glória em Cristo. Não há mais nada necessário para a vida do cristão! As Escrituras são capazes de nos tornar “sábios para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (v. 15).

O que mais podemos pedir? Recebamos, portanto, as Escrituras como o sopro de Deus e usemo-las como tal.

Fonte (original): Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, pp. 13-14.

1E-mail para contato: [email protected]. Traduzido em fevereiro/2007.

Para material Reformado adicional em Português, por favor, clique aqui.



Fonte: Covenant Protestant Reformed Church

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