A Grande Tribulação – The Great Tribulation – CPRC


Rev. Ronald Hanko

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto / [email protected]

Algo muito discutido, e uma fonte de muitas diferenças entre os cristãos bem como de grande preocupação para o povo de Deus, é o assunto da tribulação no final dos tempos. A grande tribulação mencionada em Mateus 24:21 ainda é futura, ou já aconteceu? Se sim, os membros da igreja serão sujeitos a essa tribulação, ou eles terão partido do mundo antes da última tribulação chegar?

Questões como essas são vitais, pois afetam nossa visão do futuro e de nosso chamado e da igreja com respeito ao futuro. Essas questões tornam-se ainda mais importantes à medida que o fim de aproxima e nós mesmos e nossos filhos devemos enfrentar a possibilidade de perseguição, se a mesma de fato está vindo.

Cremos que a perseguição tem sido e continuará sendo a porção do povo de Deus até o final dos tempos. Esse é o testemunho de passagens como Romanos 8:17 e II Timóteo 3:12. Portanto, não cremos que a porção do povo de Deus melhorará à medida que o fim se aproximar, ou que haverá um longo período de paz e prosperidade espiritual para eles, no qual a perseguição por causa de Cristo cessará. Nem cremos que a igreja será arrebatada quando a última e grande tribulação chegar.

Cremos, também, que a grande tribulação mencionada em Mateus 24:21 ainda é futura—que não virão tempos melhores para o povo de Deus, mas piores. Consignar toda a primeira parte de Mateus 24, incluindo o versículo 21, ao passado, como alguns fazem, é jogar tudo na lata de lixo. Nem a noção que o povo de Deus será retirado, ou que a perseguição acabará antes do fim se harmoniza com esse versículo.

A perseguição não é algo que devemos simplesmente suportar. Ela é uma parte integral da nossa salvação. Mateus 5:10-12 já indica isso quando fala da bem-aventurança e felicidade daqueles que são perseguidos por causa de Cristo (veja também Atos 5:41). Filipenses 1:29 nos diz que o sofrimento por Cristo é um dom de Deus através de Cristo, um dos dons que ele nos concedeu por sua morte na cruz. Colossenses 1:24 diz que esses sofrimentos são parte dos próprios sofrimentos de Cristo, que foram deixados para o benefício da igreja (veja I Pe. 4:13).

Sabemos também que o sofrimento, embora não seja fácil ou prazeroso, é para o nosso bem. Não é prosperidade ou paz que nos leva para mais perto de Deus e nos purifica, mas as provas de fogo da nossa fé. Esse é o testemunho do Salmo 11:5, de I Pedro 1:7 e de inúmeras outras passagens.

O antigo provérbio que “o sangue dos mártires é a sementeira da igreja”1 reconhece o valor da perseguição. Não há nada em toda a vida da igreja que dê tão grande testemunho do poder e da maravilha da graça de Deus do que a disposição do povo de Deus em sofrer todas as coisas por causa do evangelho e de Cristo. Não devemos somente esperar tal sofrimento, mas devemos estar dispostos e até mesmo felizes em sofrer tais coisas para nossa própria purificação, pela igreja e por Cristo, que sofreu todas as coisas por nossa causa.

Fonte (original): Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, pp. 318-319.

1Esse provérbio é atribuído a Tertuliano, um teólogo que viveu aproximadamente em 160-230 d.C.

Para material Reformado adicional em Português, por favor, clique aqui.



Fonte: Covenant Protestant Reformed Church

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